Blog do Projeto Interaction Students, desenvolvido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, com os professores de Língua Inglesa da Rede. Projeto realizado com os alunos do 2º A, período da manhã, da Escola Estadual Maria Julieta de Godói Cartezani, no ano de 2007, na cidade de Campinas-SP, pela Diretoria de Ensino Campinas-Oeste.
Wednesday, April 30, 2008

Sim, com certeza. A Internet é fonte inesgotável de informação, bem diferente quando eu estudava, no Colegial (hoje Ensino Médio) há uns 13 anos atrás. Eu precisava ir até a Biblioteca da Prefeitura de Campinas para poder realizar uma pesquisa, era muito demorado, pois além do tempo de ir para a Prefeitura e voltar para minha casa, tinha que procurar numa imensidão de livros e enciclopédias o que eu realmente precisava. Depois, tinha que copiar o que estava escrito para depois, em casa datilografá-lo.
A Internet é uma aliada ao professor. Mas tem que saber utilizá-la. Geralmente, quando peço uma pesquisa ou trabalho que a envolva a Internet, eu dou o tema e apenas alguns dados. Pergunto se os alunos conhecem o que quero. Se eles conhecem já começamos logo a discutí-lo. Se não o conhecem, eles começam a falar o que acham o que é. Depois eles vão para a Internet e fazem a pesquisa, mas eles mesmos levantam suas dúvidas e procuram pelas respostas. Às vezes eu os auxilio, quando o assunto é mais complexo, por exemplo, se o tema em questão é o aborto, eu peço para que procurem não só pelas suas dúvidas, mas também por opiniões médicas, Legislação Brasileira, dados estatísticos, relatos de quem já praticou, o que as religiões dizem sobre isso, etc...
Eles podem até pesquisar na língua portuguesa, mas depois, trabalho final deverá estar na língua inglesa.

A maioria dos estudantes de hoje não faz a menor idéia do que é estudar ou fazer um trabalho sem o auxílio da Internet.
O caminho mais comum ao fazer uma pesquisa pela Internet começa por um site de busca. Existem centenas, mas o mais utilizado é o Google (www.google.com.br). Não importa o tema da pesquisa, provavelmente surgirá uma lista de opções de sites a serem visitados que beira o infinito. Se não souber exatamente o endereço que procura, você terá o trabalho de vasculhar um a um até encontrar o que precisa.
Quando a busca a ser feita é por termos, palavras ou assuntos mais gerais, recomenda a eles para iniciar sua procura por um dicionário ou uma enciclopédia virtual. Assinantes de grandes servidores podem acessar os dicionários mais conhecidos, como o Houaiss e o Aurélio, que não é o nosso caso, infelizmente. Mas, thanks Lord!, também existem opções gratuitas. É o caso do Ditcom (www.ditcom.com.br/dicionario.htm), que é mais simples, porém resolve dúvidas urgentes.
Sem contar que o Google, o Alta-vista, o Yahoo, entre outros sites de pesquisas contém ferramentas para auxiliá-los em traduções de palavras e frases.
- Como garantir padrões éticos na pesquisa feita pela internet?
- Para garantir padrões éticos em pesquisas realizadas na Internet necessário leitura, compreensão e interpretação do que está escrito e ter conhecimentos básicos daquilo que se pesquisa. Também é necessário conhecer a estrutura gramatical da língua.
- Na coleta de informações deve se observar em primeiro lugar a fonte, se é "sério" e não um artigo de fofocas, se utiliza muitas gírias, palavras de baixo calão, enfim, se a linguagem é apropriada para constar numa pesquisa e também a veracidade dos fatos, pois muitos sites, revistas, programas de TV e jornais utilizam muita "fofoca". Eu mesma já encontrei diversos sites com o teor escrito erradamente.

O que faço às vezes com eles com vou à sala de informática, dou um endereço de um chat, um que não tenha nenhum participante ainda, eles colocam um nickname e não contam pra ninguém. Começamos o chat, eles começam a dar tips e tentamos advinhar. Nessa brincadeira, eles sabem quem sou eu propositalmente. Quando eu escrevo no chat, uso sempre a linguagem virtual. Eles olham perguntam o que significa e poucos até se atrevem a usá-la. Em relação a comunicação formal, ainda não trabalhei nada no computador referente a isso, embora a maioria escreve desta forma, têm medo de se arriscar a escrever informalmene. Em sala de aula, além dos textos do livro, já ensinei alguns modelos de cartas, curriculum vitae, requerimento, etc.

Embora eu não tenha participado do fórum, acredito que as atividades lúdicas sempre contribuem no aprendizado de uma língua estrangeira. Quando exisem momentos de descontração, o aprendizado torna-se algo prazeroso e interessante. Em sala de aula é gostoso brincar com os verbos irregulares, pode-se fazer um dominó ou bingo. Também é legal fazer pesquisas na Internet sobre esses testes de revista, só que em inglês. As meninas adoram...



Sugestão de material de apoio – A TV escola possui uma série chamada "Time for fun" – São vídeos que retratam o cotidiano de jovens em diversas partes do mundo. Eles poderão servir de motivação para o início de um diálogo. Se sua escola gravou esses episódios, você pode experimentar. Outra possibilidade é acessar o site Domínio Público – Pluralidade Cultural - para encontrar algo do seu interesse. Enjoy it.

- Se quiser e tiver oportunidade, converse com os alunos a respeito dos meios de comunicação virtuais e das diversas formas de registro da língua.
- A idéia não é, nesse momento, aplicar as atividades do projeto, mas você pode verificar se os alunos têm conta de e-mail. Quem não tiver, ou não souber como criá-la, poderá usar o software para aprender.
- A unidade Pen/Key Pal sugere a comunicação entre os jovens. Como inglês é considerado o idioma que estabelece a comunicação entre os povos, que tal incentivar os alunos a conhecer novas culturas? O e-mail pode ajudá-los nessa comunicação.
Digo isso porque uma vez eu até tentei fazer isso, em 2005, mas não deu certo. Tentamos entrar num site de pen pals, mas logo desistimos: além dos jovens usarem muitas gírias e expressões idiomáticas eles também usavam muita "linguagem virtual", como U R, XOXO, U 2, etc... Eu passava mais tempo traduzindo as mensagens do que eles escrevendo... Sem contar que os alunos queriam escrever como eles - eu quase enlouqueci com cerca de 40 alunos querendo se comunicar com outras pessoas, pedindo minha ajuda todos ao mesmo tempo!
Por isso eu acredito que até pode dar certo, mas primeiro eles tentarem se comunicar em inglês com outros alunos brasileiros. A partir daí, os professores ensinarem as linguagens virtuais, gírias, etc.
Como eu disse antes, os alunos do Maju possuem e-mail. A maioria deles possuem micros em suas casas. Mas, o que eu tenho feito é pedir para que eles troquem mensagens entre si, com cópia para mim, mas isso fora deste projeto.

Mas com certeza o envio de e-mails foi feito. Os alunos trocavam mensagens entre si e comigo de suas casas, quando achavam em pesquisas algum dado novo e interessante sobre o projeto. Ou até mesmo se tinham alguma dúvida em relação ao mesmo. E isso com certeza foi muito útil, pois não perdemos tanto tempo, já que não precisamos esperar chegar a próxima aula chegar.

- O que você achou da unidade Song?
- O que está achando da oficina
- Como eu disse anteriormente, o Cante! é sensacional! Os alunos adoraram, até mesmo aqueles que não gostam muito de cantar se entusiasmaram... Foi uma experiência nova e incrível trabalhar com o karaokê nas aulas de inglês.
- A oficina em si é ótima, estou adorando. O problema é que na escola ocorreram alguns contra-tempos... Não em relação ao Cante! ou às atividades "divertidas", mas em relação ao Kid Studio. Perdemos muitos trabalhos legais e interessantes devido a problemas técnicos em nossos computadores. Os micros da escola estão completamente lotados de vírus, isso porque no Maju tem um rapaz que cuida dos micros... Os trabalhos salvos num dia, no outro sumiam. Infelizmente.

Esta unidade foi uma espécie de "break up" dentro de uma aula... É completamente divertida, interessante. É apaixonante para um professor de inglês. Porém para ela funcione é necessário que os micros estejam em ordem. Coisa que não aconteceu na minha escola: sempre que os alunos começavam a fazer algo no Kid Studio, por exemplo, na aula seguinte não tinha nada salvo nos micros, perdemos muitos trabalhos legais e interessantes. Uma pena.
Já no Cante!, no Hangman, Word Search, e nas atividades de preencher as lacunas, eles adoram! O tema do nosso projeto foi o Bullying, e acabei usando essas atividades como um momento de discontração, já que algumas não se encaixam no projeto. Eles entravam na sala de informática, elaboravam seus trabalhos, salvavam-os e depois, nos momentos finais, eles descontraíam-se, "brincando" com essas atividades.
Como eu disse no post anterior, eu sempre trabalhei com músicas, e sempre achei interessante. Mas com o Cante!, em forma de karaokê, foi uma experiência nova e incrível, tanto para mim, quanto para os alunos. Com certeza não ficamos apenas na música Redemption Song, do Bob Marley. Eles usaram e abusaram do Cante!... Muitos até disseram que baixaram esse programa na Internet em seus micros, em casa.

Este recurso sem dúvidas é um dos mais atrativos do ensino da língua inglesa, pois não deixa de ser uma forma divertida de se aprender. Mas não basta colocar um CD para tocar e ficar apenas ouvindo. Temos que ter um propósito, uma meta a alcançar. Geralmente eu escrevo a letra da música em cartolinas coloridas. Cada estrófe em uma cor de cartolina diferente. Depois, recorto-as, deixando uma tira com apenas um verso da canção. Em sala de aula, eu separo a turma em grupos, um para cada cor de cartolina. Entrego as tiras e toco a música. Conforme a música vai tocando, eles colocam a letra da música em ordem. A música toca umas 3 ou 4 vezes, para que eles possam organizá-la. Depois, dou um tempo para eles identificarem o que aquela parte da letra está dizendo. Então, cada grupo diz em voz alta, para todos escutarem. No final da aula, após a letra da música estar "montada", toco novamente o CD para eles acompanherem e cantarem a letra inteira. Dependendo do número de alunos da sala e do tamanho da letra da música, eu faço dois ou três "quebra-cabeças". Eles adoram essa atividade porque gera uma certa competição na sala, para ver quem consegue montar a letra primeiro. E eu acho isso legal, afinal eles estão fazendo um "listening", "speaking" - já que no final eles cantam junto, "reading", uma vez que eles têm que ler a letra para identificar o que o trecho diz, e uma espécie de "writing", um pouco camuflado, porque eles não usam lápis ou caneta, mas têm que montar a seqüência correta dos versos.

Sem dúvida alguma existe sim muito preconceito em relação ao uso de tecnologias na educação. Muitos professores que não sabem como lidar com recursos tecnológicos dizem que é para "enrolar" aula e não para ensinar de fato. A maioria desses professores são antigos (nada contra os professores antigos, e também não me refiro a todos) que não se atualizaram em relação às mudanças do mundo, que acham que uma boa aula se dá com "GLS" - Giz, Lousa e Saliva... Infelizmente, esses professores não sabem que dá para unir o útil ao agradável (sim, agradável, pois hoje em dia é dificíl encontrar um aluno que não se interesse por novas tecnologias). Pois não há melhor forma de aprendizado senão a prazerosa.
Como os professores fazem uso da tecnologia na sala de aula?
Esta questão é muito importante, porque alguns professores que sabem utilizar novas tecnologias não sabem como aplicá-las em sala de aula. Não basta o professor pedir uma pesquisa sobre determinado assunto e levá-los a SAI (Sala Ambiente de Informática) e pronto, está feito.
A educação consiste em conduzir a pessoa para seu desenvolvimento como ser humano, em preparar o individuo para a vida, visando à sua realização futura. Formar alunos reflexivos. E o grande desafio é fazer de seu aluno um bom leitor e um bom escritor, saber criticar, saber argumentar. Dentre os apelos exteriores, destacam-se o cinema, o rádio, o teatro, a tv, o computador, o videogame, o videocassete, os jornais, as revistas, como elementos de grande influencia no cotidiano dos alunos. A importância de se formar cidadãos críticos está fundamentada na própria noção de democracia.
Temos novas tecnologias em nossas escolas, mas elas apenas são como um rótulo novo, mas com o mesmo produto a ser consumido, como disse Moran, 2007:
"Colocamos tecnologias na universidade e nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre – o professor falando e o aluno ouvindo – com um verniz de modernidade. As tecnologias são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos."
Não é pedir, por exemplo, aos alunos uma pesquisa sobre o Present Perfect Tense. É buscar dentro de um tema polêmico, como o aborto, por exemplo, o Present Perfect Tense, mostrar como funciona este tempo verbal através de algo maior, onde eles possam refletir, formar uma opinião, argumentar e ao mesmo tempo aprender.

Eu acredito que são duas as principais necessidades da rede estadual na aprendizagem da língua inglesa. A primeira delas, o que não diz respeito apenas na língua inglesa, mas em outras disciplinas, é a quantidade de alunos que temos em sala de aula. Acho que quanto mais alunos temos numa sala menor será o rendimento dos alunos, pois, por mais que tentamos não conseguimos dar a devida atenção aos alunos que possuem alguma dificuldade. A segunda, é em relação a falta de material didático, já que não contamos com a ajuda do governo neste sentido. Sem contar que nós, professores de inglês, muitas vezes somos alvo tanto de alguns colegas de outras disciplinas quanto de alguns alunos.
Para atender a essas necessidades, o ideal, no primeiro caso, seria reduzir o número de alunos por sala para que assim possamos dar maior atenção a cada aluno, como isso não depende de nós, eu criei um e-mail onde eu possa interagir com eles fora da sala de aula, através do próprio e-mail ou mesmo através de um serviço de mensagens instantâneas, já que a maioria de meus alunos possuem computador ligado a rede em suas residências. No segundo caso, eu sempre procuro na Internet por textos, propagandas, dicas, enfim algo que eu suponha que eles achem interessante para trabalhar. Dependendo do que eu encontre, eu tiro xerox e depois os recolho, colocando-os numa pasta para de repente usá-los em outra sala ou num próximo ano. Também adoto livro didático, pois com apenas duas aulas semanais perderíamos muito tempo para passar o conteúdo na lousa, explicá-lo e depois passar exercícios. Porém, nem todos os alunos adquirem o livro por falta de recursos financeiros, e eu não os obrigo a comprá-los. Neste caso, eu peço para que eles sentem junto a um colega que possue o livro para acompanhar o conteúdo e depois, eles copiam o conteúdo no caderno. Também contamos com algumas oficinas que a Diretoria de Ensino nos proporciona.
Esses novos projetos vindos da Secretaria da Educação são "uma injeção de ânimo"! Já que não contamos com a ajuda do governo com recursos como o livro didático, esses projetos dão um novo ânimo, não só para os alunos, mas também para nós, professores.


